quinta-feira, 8 de maio de 2008

Zé Coco do Riachão - Brasil Puro - 1980

Como sempre mais um genio nao reconhecido na sua curta e brilhante carreira, uma alma impar que sozinho fez maravilahs pra musica e que com certeza se depender do Musica da Minha Gente, nunca irá morrer, esse com orgulho eu digo, Deleitem-se!!!
Saravá!!!
Lado B

Zé Coco do Riachão, ou, José dos Reis Barbosa dos Santos, Instrumentista, Compositor, Acordeonista,Fabricante de rabecas. Violeiro, rabequista, sanfoneiro, pandeirista, compositor, Criado na localidade de Riachão, onde nasceu, às margens do rio que leva o mesmo nome, na confluência dos municípios de Mirabela e Brasília de Minas, no Vale do São Francisco. O pai era fazedor e tocador de violas. No momento de seu nascimento, passava uma folia-de-reis e ele foi consagrado pela mãe aos santos Reis; por isso "dos Reis" registrado em cartório. Zé Coco deixava claro sua devoção aos Santos Reis, e sempre se apresentava como José Reis Barbosa dos Santos.
Ouvindo seu pai tocar desde que nasceu, aos 8 anos, já tocava viola que ele mesmo ia aprendendo a fazer. Foi marceneiro, carpinteiro, ferreiro, sapateiro, fazedor de cancelas, de engenho, de carro de boi, curral de tira, roda de rolar mandioca, mas o que o tornou conhecido, inclusive internacionalmente, foi a excelência dos instrumentos que fabricava e tocava: viola, violão, cavaquinho e rabeca. Aos vinte anos, assumiu a pequena fábrica de instrumentos de seu pai.
Um dos maiores nomes da música caipira brasileira, aprendeu a tocar com o pai, também violeiro. Nascido no norte de Minas Gerais, onde a influência cultural dos quilombos era e é muito forte, fez fama em sua região, mas só teve reconhecimento nacional com quase 70 anos de idade. Gravou dois discos e um CD na década de 80, que não foram suficientes para livrá-lo da pobreza em que morreu.

Triste isso, mas assim caminha a humanidade...

Download: Zé Coco do Riachão - Brasil Puro - 1980

Um comentário:

billy_wr disse...

Simplesmente muuuuuuuuuuuuuuuuuito "bão" esse Zé Coco. A única coisa a lamentar é que nesse nosso paisinho medíocre, dancinhas do créu fazem muito mais sucesso que a verdadeira música de raiz....
Abraço
Wiliam