domingo, 13 de abril de 2008

Joao da Baiana - Heitor dos Prazeres - Ataulfo alves - Jorge Fernandes - No Tempo dos Bons Tempos - Em tempo de macumba - 1972


Queridos Amigos, vamos agora por outra vertente, chegou a hora da macumba, dedico esta postagem ao grande amigo Yan Kao, uma verdadeira paulada, logo, logo ,postarei mais sobre o assunto que acho perfeito porque vem da origem de tudo que conhecemos na cultura brasileira, baixem e deleitem-se!!!
Saravá!!!
Lado B

Heitor dos Prazeres


Tocava clarineta e instrumentos de percussão na Banda da Polícia Militar. Começou a tocar desde pequeno o cavaquinho e a compor, pois freqüentava a casa da Tia Ciata entre a Praça Onze e o Mangue, onde ficava em contato com choros e sambas. Na década de 1920 ficou conhecido como Mano Heitor por andar em companhia de bambas como Ismael Silva, Paulo da Portela, Bide e outros. Em 1927, venceu concurso de samba na casa de José Espinguela com "A tristeza me persegue", gravado em 1970 no LP "Portela, passado de glória" e nesse mesmo ano começou sua disputa com Sinhô, que se dizia autor exclusivo dos sambas "Ora vejam só" e "Cassino Maxixe" com a famosa frase: "Samba é como passarinho: é de quem pegar..." Sinhô compôs o samba "Segura o boi" para provoca-lo, ao que ele respondeu com o samba "Olha ele, cuidado". Em 1928, voltaram a brigar com o sucesso da gravação de "Gosto que me enrosco" (título definitivo de "Cassino Maxixe"), por Mário Reis. Voltou a reclamar com o samba "Rei dos meus sambas", que Sinhô tentou impedir a gravação. Mais tarde conseguiu a quantia de trinta e oito mil-réis de indenização por sua parte no samba "Gosto que me enrosco" e também o reconhecimento do público nesta parceria.
Teve participação fundamental na criação das escolas-de-samba do Rio de Janeiro. Em 1928, juntamente com Nilton Bastos, Alcebíades Barcelos e Rubens Barcelos fundou União do Estácio. No mesmpo ano, participou da fundação das escolas-de-samba Portela e estação Primeira de Mangueira.

Joao Da Baiana


Nome artístico de João Machado Guedes (Rio de Janeiro, 17 de maio de 1887 — Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1974), era o mais novo de uma família baiana de 12 irmãos. Na infância freqüentou as rodas de samba e macumba que aconteciam clandestinamente nos terreiros cariocas. Participou de blocos carnavalescos e é tido como o introdutor do pandeiro no samba.
Teve por muito tempo um emprego fixo não relacionado a música, tendo inclusive recusado, em 1922, viajar com Pixinguinha e os Oito Batutas para não perder o posto de fiscal da Marinha.
A partir de 1923 passou a compor e a gravar em programas de rádio e em 1928 foi contratado como ritmista.
Além do pandeiros, sua especialidade era o prato e faca, populares nas gravações da época.
Algumas de suas composições da época foram "Pelo Amor da Mulata", "Mulher Cruel", "Pedindo Vingança" e "O Futuro É uma Caveira".
Integrou alguns dos pioneiros grupos profissionais de samba, entre eles o Conjunto dos Moles, Grupo do Louro, Grupo da Guarda Velha e Diabos do Céu.
Participou da famosa gravação organizada por Heitor Villa-Lobos a bordo do navio "Uruguai" em 1940, para o disco "Native Brazilian Music", do maestro Leopold Stokowski, com sua música "Ke-ke-re-ké".
Na década de 50 voltou a se apresentar nos shows do Grupo da Velha Guarda organizados por Almirante, e continuou compondo até a década de 70.
Em 1968 gravou com Pixinguinha e Clementina de Jesus o histórico LP "Gente da Antiga", produzido por Hermínio Bello de Carvalho, onde lançou, entre outras, as ancestrais "Cabide de Molambo" e "Batuque na Cozinha", depois regravada por Martinho da Vila.


Ataulfo Alves


Ataulfo Alves de Souza (Miraí, 2 de maio de 1909 — Rio de Janeiro, 20 de abril de 1969) foi um dos maiores compositores e cantores do samba brasileiro.
Ataulfo Alves era um dos sete filhos de um violeiro, sanfoneiro e repentista da Zona da Mata, chamado "Capitão" Severino.
Aos oito anos de idade, já escrevia versos. Foi leiteiro, condutor de bois, carregador de malas, menino de recados, engraxate, marceneiro e lavrador, ao mesmo tempo em que frequentava a escola. Aos dez anos, perde o pai e sua mãe vai morar com os filhos no centro de Miraí.
Aos dezoito anos, fixou residência no Rio de Janeiro acompanhando um médico para o qual trabalhava dia e noite, trabalhando como ajudante de farmácia. Aos dezenove anos tocava violão, cavaquinho e bandolim. Casou-se com Judite, tendo o casal cinco filhos.
Aos vinte começou a compor e tornou-se diretor de harmonia de Fale Quem Quiser, bloco organizado pelo pessoal do bairro.
Em 1933, Almirante gravou o samba Sexta-feira, sua primeira composição a ser lançada em disco. Dias depois, Carmen Miranda, gravou Tempo Perdido, garantindo sua entrada no mundo artístico.
Sua musicografia ultrapassa 320 canções, sendo uma das maiores da música popular brasileira.
Faleceu em decorrência do agravamento de uma úlcera, após uma intervenção cirúrgica, no Rio de Janeiro, poucos dias antes de completar 60 anos de idade.

OBS: Queridos amigos me perdoem pela falha mas nao tenho nada a respeito de Jorge Fernandes, sinceramente falando nem conheco algum trabalho dele fora esse, se alguem tiver por favor nos mandem um email.

Download: No Tempo dos Bons Tempos - Em tempo de macumba - Joao da Baiana - Heitor dos Prazeres - Ataulfo alves - Jorge Fernandes - 1972

4 comentários:

Yan Kaô disse...

Ô, MOLEQUE!! Que legal, muito obrigado pel homenagem!! Tô meio sumido, mas volto com gás, logo, logo!! Verá, veremos!!

Ennião disse...

Conheci esse blog hj e tô de cara! Ainda mais pq sou de Goiãnia. Esse discão eu não me lembro de ter visto nem nos blogs espalhados por aí. Coisas raras brotando por aqui heim...

Eduardo disse...

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Mony Rocha disse...

Uma pérola!!!!
Muuuito obrigada!!!